O vice-prefeito de Assis, Alexandre Cachorrão, afirmou ter sido surpreendido pela exoneração de uma secretária de sua confiança e pela determinação para desocupação de seu gabinete na Prefeitura. O episódio ocorreu um dia após o gestor se posicionar publicamente sobre a condução do contrato da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no município.
De acordo com manifestação divulgada na noite de terça-feira (14), Cachorrão relatou que as medidas foram adotadas após um posicionamento que, segundo ele, ocorreu de forma respeitosa e alinhada aos princípios do diálogo e da boa governança. Ele informou ainda que foi solicitado a retirar seus pertences do gabinete que utilizava na sede da administração municipal.
A situação ocorre em meio a divergências relacionadas à condução de decisões administrativas, especialmente no que diz respeito ao contrato da UPA, estimado em mais de R$ 21 milhões. O acordo tem sido alvo de questionamentos judiciais e investigação por parte do Ministério Público.
Em manifestações anteriores, o vice-prefeito já havia apontado que determinadas decisões estariam sendo tomadas de forma acelerada, sem o tempo necessário para amadurecimento e construção conjunta dentro da gestão. No mesmo contexto, uma publicação do secretário de Governo e Administração, Leandro Bergonso, em rede social, com menção à aceleração de processos, ampliou a repercussão do caso.
Na nota mais recente, Cachorrão reiterou que sua atuação sempre foi pautada pelo respeito institucional, pela colaboração e pelo compromisso com o interesse público. Ele também afirmou não ter sido convocado ou informado previamente sobre reuniões e decisões relacionadas ao caso da UPA.
Eleito em 2024 na chapa liderada pela prefeita Telma Spera, o vice-prefeito destacou que medidas que impactam sua estrutura de atuação podem refletir diretamente na forma como exerce a representação conferida pelos eleitores.
( Da Redação Grupo GR )
