A Cooperativa Agropecuária de Pedrinhas Paulista se prepara para um novo ciclo de investimentos estruturais voltados à modernização de suas unidades e ao reforço das medidas de segurança nas operações. A Diretoria vem avaliando as exigências atuais do setor do Agronegócio e planejando adequações que devem abranger tanto a matriz quanto as filiais nos próximos anos.
Segundo o presidente Franco Di Nallo, a demanda por melhorias estruturais e adequações técnicas nunca foi tão grande quanto agora. De acordo com ele, mudanças nas normas e exigências de segurança passaram a ser intensificadas ao longo dos anos, principalmente após acidentes registrados em diferentes regiões do país, o que levou à ampliação das fiscalizações e à adoção de novos padrões operacionais.
Entre as intervenções previstas está a readequação de estruturas subterrâneas existentes na matriz. Atualmente, a unidade conta com aproximadamente 480 metros de túneis, que deverão passar por remodelação completa, com a implantação de novos sistemas de segurança e ventilação. O objetivo é atender às exigências atuais e reduzir riscos operacionais.
Além dessa medida, a CAP também estuda outras ações relacionadas à segurança do trabalho, especialmente no controle de poeira gerada durante o processamento e o armazenamento de grãos. Conforme explicou o presidente, a presença de partículas em suspensão, principalmente provenientes do milho, exige atenção redobrada, uma vez que esse material pode representar risco em ambientes industriais quando não há sistemas adequados de controle.
“Muitas cooperativas ainda estão em fase de adaptação a essas novas exigências, tanto no estado de São Paulo quanto em outras regiões produtoras. No Paraná, por exemplo, iniciativas de modernização vêm sendo implementadas após episódios que chamaram a atenção do setor para a necessidade de investimentos em segurança”, explica ele.
Mesmo diante do alto custo das obras e adequações previstas, a Diretoria considera que os investimentos são indispensáveis. Para Di Nallo, a prioridade é garantir condições de trabalho mais seguras e preservar a integridade dos colaboradores e produtores que utilizam a estrutura. “Nossa expectativa é de que as melhorias sejam implementadas gradualmente, acompanhando o planejamento estratégico da CAP e as demandas regulatórias do setor do Agronegócio”, encerra o presidente.
( Da Redação Grupo GR )
