IBS e CBS, os novos impostos: quem precisa pagar, quem pode optar e como isso afeta o produtor rural

Com a reforma tributária, o enquadramento do produtor rural passa a ser um dos pontos centrais para a correta gestão fiscal da atividade agropecuária. O novo modelo estabelece uma divisão clara entre produtores obrigados a recolher os novos tributos e aqueles que podem optar pelo regime. Produtores com receita anual igual ou superior a R$ 3,6 milhões tornam-se contribuintes obrigatórios do IBS e da CBS. Nesse caso, passam a recolher os impostos sobre as operações, além de cumprir obrigações acessórias mais frequentes, como escrituração fiscal e apuração mensal. Já os produtores com faturamento abaixo desse limite, que representam a maioria no país, continuam desobrigados do recolhimento direto. Para esse grupo, a adesão ao novo regime é facultativa e deve ser avaliada caso a caso, considerando custos de produção, volume de insumos e organização contábil. A reforma também altera a rotina do produtor pessoa física. Antes, a principal obrigação era a entrega anual do Imposto de Renda. Com o novo sistema, a atividade rural passa a exigir maior organização financeira e atenção contínua à documentação fiscal, especialmente nas operações de venda de commodities agrícolas. Apesar dos desafios, a legislação prevê tratamento diferenciado para o agronegócio, com redução média das alíquotas para 11,2%, além de mecanismos de não cumulatividade, que evitam a tributação em cascata. O impacto final dependerá do perfil de cada produtor, reforçando a importância do planejamento tributário. (Assessoria de Imprensa Cocari)

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Raízen é maior caso de recuperação extrajudicial do Brasil

O socorro à gigante do etanol Raízen entra para a história corporativa brasileira como o maior caso de recuperação extrajudicial do país, segundo levantamento do OBRE (Observatório Brasileiro de Recuperação Judicial). Noticiado na terça-feira (10), o acordo estruturado pela companhia supera os demais 287 casos levantados pelo OBRE nos últimos 20 anos, com a inclusão de, aproximadamente, R$ 65,1 bilhões em obrigações no pedido. Contudo, fato relevante publicado pela Raízen na quarta-feira (11) atesta que também serão incluídos no processo “outros créditos intercompany (‘Créditos Sujeitos’)”. Ao se debruçar sobre o plano apresentado pela empresa à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), e somando estes aos outros R$ 65,1 bilhões, a dívida da Raízen pode chegar a R$ 98,63 bilhões, segundo o OBRE. “Trata-se do maior plano já mapeado nessa modalidade, consolidando a tendência já identificada nos últimos anos de que o instrumento vem crescendo em quantidade, ao mesmo tempo em que é utilizado em reestruturações de grande escala”, afirma Juliana Biolchi, diretora do Observatório. “Isso indica um grau maior de confiança das empresas e dos credores nesse modelo de negociação, que combina acordos privados com homologação judicial”, conclui. Questionada pela imprensa, a empresa disse que não comentaria o assunto. Mas tanto o valor de R$ 98,63 bilhões com os “créditos intercompany”, quanto o de R$ 65,1 bilhões só com as dívidas concorrenciais colocam a recuperação extrajudicial da companhia como a maior do país. Plano de recuperação extrajudicial O grupo terá 90 dias para alcançar a obrigação mínima apresentada no plano para a homologação judicial, o que possibilitará a vinculação de 100% dos “créditos sujeitos” a novos termos e condições de pagamento a serem definidos. São apresentados dois caminhos para esses “créditos sujeitos” no fato relevante, de modo que o plano poderá envolver: *A conversão de parte dos “créditos sujeitos” em participação acionária na companhia; *A substituição de parte dos “créditos sujeitos” por novas dívidas. Ademais, o plano prevê a possibilidade de capitalização do grupo por seus acionistas e reorganizações societárias destinadas à segregação de parte dos negócios atualmente conduzidos pelo grupo. O plano busca dar à empresa um ambiente protegido para preservar caixa, especialmente com a aproximação do início da safra de cana-de-açúcar, período que exige maior capital de giro. A recuperação extrajudicial suspende apenas o serviço das dívidas financeiras, enquanto os pagamentos a fornecedores seguem normalmente. Segundo a empresa, credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias já aderiram ao plano de recuperação extrajudicial. ( Da Redação Grupo GR )

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Força do campo sustenta economia brasileira mesmo diante de cenário desafiador

Mesmo diante de um cenário econômico menos favorável para o país, o setor agrícola voltou a demonstrar sua força e importância estratégica para o Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, resultado que colocou o país na 11ª posição entre as maiores economias do mundo. Apesar da desaceleração econômica, o desempenho do campo foi fundamental para garantir o crescimento nacional. A agropecuária foi o grande destaque da economia brasileira, registrando forte expansão e respondendo por aproximadamente um terço de todo o crescimento do PIB no período. O resultado reforça o papel decisivo do agronegócio na geração de riqueza, empregos e desenvolvimento, além de evidenciar a capacidade produtiva do setor mesmo em momentos de instabilidade econômica. No comércio exterior, o protagonismo do agro também ficou evidente. Em 2025, o Brasil importou cerca de 15 bilhões de dólares em produtos agrícolas, enquanto as exportações do setor alcançaram aproximadamente 165 bilhões de dólares, garantindo um superávit de cerca de 150 bilhões de dólares apenas nesse segmento. O desempenho contribui significativamente para o equilíbrio da balança comercial e para a entrada de recursos na economia brasileira. Especialistas apontam que, sem o impulso do agronegócio, o resultado do PIB poderia ter sido ainda mais modesto. O desempenho do setor demonstra que o campo segue sendo um dos principais pilares da economia nacional, sustentando o crescimento do país e reafirmando o papel do Brasil como uma das maiores potências agrícolas do mundo. ( Da Redação Grupo GR )

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CIVAP Saúde aprova nova base do SAMU em Pedrinhas Paulista para fortalecer atendimentos na região

A diretoria do CIVAP Saúde aprovou a implantação de uma nova base descentralizada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no município de Pedrinhas Paulista. A decisão foi tomada durante reunião realizada no dia 19 de fevereiro de 2026 e representa um importante avanço para o sistema regional de urgência e emergência. Com a nova estrutura, a expectativa é ampliar a capacidade de resposta das equipes e reduzir o tempo de deslocamento para atendimentos em cidades da micro-região que atualmente dependem de unidades mais distantes. A conquista é resultado de um processo de articulação conduzido pelo prefeito Freddie Nicolau, que vinha defendendo a implantação da base desde 2025, quando o município foi contemplado com uma ambulância por meio do Governo Federal. A proposta foi inicialmente discutida em reuniões técnicas do consórcio e, após avaliação e deliberação da diretoria, foi encaminhada para apreciação da assembleia do CIVAP, onde recebeu aprovação formal. A iniciativa levou em consideração a necessidade de ampliar a cobertura regional e melhorar a eficiência no atendimento de ocorrências de urgência. Com a instalação da base em Pedrinhas Paulista, municípios como Florínea, Cruzália e Maracaí também deverão ser beneficiados diretamente, já que essas cidades ficam relativamente distantes das bases já existentes. A descentralização do serviço permitirá maior rapidez no deslocamento das equipes do SAMU, fator considerado essencial em situações de emergência, nas quais cada minuto pode ser decisivo para salvar vidas e reduzir complicações nos atendimentos. Além disso, o município apresentou condições técnicas favoráveis para receber a nova unidade, incluindo estrutura de saúde e plantão médico 24 horas, o que viabilizou a integração do serviço à rede regional de urgência e emergência. Atualmente, o SAMU Regional conta com uma base central em Assis e unidades descentralizadas em Palmital, Paraguaçu Paulista e Tarumã. Com a inclusão de Pedrinhas Paulista nesse sistema, a cobertura regional será ampliada, fortalecendo a rede de atendimento e proporcionando mais segurança e agilidade no socorro à população das cidades atendidas. ( Da Redação Grupo GR )

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Trabalho conjunto entre vereador João Paulo do Mercado e prefeito Arildo Mosquito garante cadeira de rodas motorizada para morador de Cruzália

A união de esforços entre o Poder Legislativo e o Executivo tem gerado resultados importantes para a população de Cruzália. Um exemplo recente é a viabilização de cadeiras de rodas motorizadas adquiridas por meio de recursos de emenda impositiva destinados pelo vereador João Paulo do Mercado, iniciativa que contou com o apoio da administração municipal, liderada pelo prefeito Arildo Mosquito. Os equipamentos foram adquiridos com recursos destinados pelo vereador ao Fundo Social do município, com investimento de R$ 5.450 em cada unidade. A ação tem como objetivo oferecer melhores condições de mobilidade e promover mais autonomia para pessoas que necessitam de apoio para se locomover no dia a dia. Uma das cadeiras foi entregue ao morador Luiz Carlos de Oliveira, conhecido como Bolão. O equipamento representa um importante avanço em sua rotina, garantindo mais independência, conforto e qualidade de vida. A entrega contou com a presença do prefeito Arildo Mosquito e da diretora municipal de Assistência Social, Patrícia Alves da Silva Costa. A iniciativa reforça a importância da parceria entre o vereador João Paulo do Mercado e a gestão municipal, demonstrando que o trabalho conjunto entre Legislativo e Executivo é fundamental para transformar recursos públicos em benefícios concretos para a população de Cruzália. ( Da Redação Grupo GR )

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