O Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (Civap), por meio do Civap Saúde, realizou na quinta-feira (5) uma reunião extraordinária com os prefeitos dos 11 municípios que integram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) Regional Assis para discutir a operacionalização da nova ambulância de Suporte Avançado – conhecida como UTI Móvel – recebida em 2025.
O encontro foi conduzido pelo presidente do Civap Saúde e prefeito de Pedrinhas Paulista, Freddie Nicolau, e teve a presença dos prefeitos Arildo Mosquito (Cruzália); Sergio Quejo (Florínea); Adriana Roncada (Tarumã); Paulo Eduardo da Silva (Maracaí); Telma Spera (Assis); Luis Gustavo (Palmital); Antian (Paraguaçu Paulista); e Donizete (Platina).
A principal pauta do encontro foi a definição de um modelo de custeio para viabilizar o funcionamento da nova unidade de atendimento avançado, considerada fundamental para o fortalecimento da rede regional de urgência e emergência. Durante a reunião, foi apresentada aos gestores municipais uma proposta de rateio proporcional entre os municípios consorciados para o financiamento da ambulância. A medida busca permitir a operacionalização do equipamento de forma regionalizada, respeitando as condições financeiras de cada cidade, especialmente as de menor porte.
Embora a proposta tenha sido bem recebida pelos prefeitos, também foram levantadas preocupações quanto ao impacto financeiro da nova unidade nos orçamentos municipais. Atualmente, as prefeituras já arcam com mais de 70% dos custos do projeto regional do Samu, o que tem exigido esforço financeiro contínuo das prefeituras para garantir a manutenção do serviço.
Diante desse cenário, o presidente Freddie Nicolau participará na próxima semana de uma reunião em Brasília com representantes do Ministério da Saúde, acompanhado por prefeitos dos municípios integrantes do consórcio. O objetivo do encontro será solicitar agilidade no processo de credenciamento da ambulância junto ao Governo Federal e pleitear novos recursos para o custeio da unidade, permitindo sua efetiva entrada em operação.
Segundo Freddie os municípios seguem unidos na busca por uma solução técnica e financeiramente viável para o funcionamento da nova UTI Móvel. A prioridade, segundo ele, é preservar o equilíbrio financeiro das prefeituras sem comprometer a qualidade do atendimento regional de urgência e emergência prestado pelo Samu desde 2013.
“Por se tratar de um projeto regional, todas as decisões relacionadas ao Samu são debatidas de forma conjunta entre os 11 municípios participantes. Esse modelo de gestão compartilhada tem sido fundamental para o fortalecimento da rede regional de atendimento e para a ampliação dos serviços de saúde prestados à população do Vale do Paranapanema por meio do 192”, disse ele.
( Da Redação Grupo GR )
