O presidente da Confederação Nacional de Vistorias Veiculares (CNVV), Rodrigo Amorim, voltou a destacar a importância do Projeto de Lei 3507/25, do deputado federal Fausto Pinato, que propõe a padronização das vistorias veiculares em todo o território nacional. Segundo ele, o projeto é um avanço necessário para proteger o consumidor de boa fé e coibir crimes como clonagem e comercialização de veículos dublês.
“Como tem bons vistoriadores, também tem ótimos adulteradores. A padronização das vistorias cria segurança jurídica para o comprador de carro usado, especialmente contra a clonagem de veículos. Hoje, os criminosos já evitam levar carros clonados para vistoria porque sabem que não passam”, afirmou.
Atualmente, empresas credenciadas para vistoria contam com certificação ISO 9001 e seguro de responsabilidade civil profissional, o que representa uma rede de proteção para o consumidor. Em caso de erro ou falha na vistoria, o cidadão de boa fé tem a quem recorrer.
“Se um carro clonado passar por vistoria e for identificado depois, o comprador não fica desamparado. Existe o seguro para ressarcir esse prejuízo. Isso é segurança para quem compra um carro e quer ter tranquilidade”, completou.
Amorim também apresentou dados que comprovam o impacto positivo da regulamentação: o índice médio nacional de reprovação ou apontamento em vistorias chega a 27%, ou seja, mais de um quarto dos veículos avaliados apresenta algum tipo de irregularidade.
Além disso, após a implementação da Lei do Desmonte e a regulamentação das Empresas Credenciadas de Vistoria (ECVs) em estados como São Paulo, houve queda significativa nos índices de roubo e furto de veículos — muitos dos quais eram destinados à clonagem ou desmonte ilegal.
“Hoje não faz sentido um estado adotar um padrão e outro não. O checklist da vistoria tem que ser o mesmo para todo o país. O projeto de lei vai permitir que isso seja realidade. Com apoio dos órgãos de trânsito e uma regra única, todos saem ganhando — principalmente o consumidor honesto”, concluiu.
