Rodrigo Amorim alerta: “Uma seta apontando certo ou um pneu em boas condições pode salvar uma vida”

REGIÃO

O presidente da Confederação Nacional de Vistorias Veiculares (CNVV), Rodrigo Amorim, reforçou a importância das vistorias veiculares como ferramenta de prevenção de acidentes de trânsito no Brasil. A fala vem no momento em que o Projeto de Lei 3507/2025, do deputado Fausto Pinato, propõe a padronização das vistorias em todo o país.

Segundo Amorim, os custos com acidentes de trânsito vão muito além das tragédias pessoais. Em 2024, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou quase R$ 450 milhões com atendimento a vítimas de acidentes nas estradas e vias urbanas — um impacto direto nos cofres públicos e nos impostos pagos pela população.

“Além do custo para o SUS, temos o custo da vida, e esse não dá para calcular. Um carro vistoriado, um carro em dia, que passou por uma checagem minuciosa, é fundamental para um trânsito seguro. Uma simples seta funcionando ou um pneu em boas condições pode ser a diferença entre a vida e a morte”, ressaltou Amorim.

O dirigente também alertou para o cenário preocupante das mortes no trânsito no Brasil. Segundo ele, o país ocupa a terceira posição no ranking mundial de mortes causadas por acidentes, o que reforça a urgência de um debate sério sobre a periodicidade das vistorias veiculares.

“O projeto do deputado Fausto Pinato é uma oportunidade para promover esse debate nacional, técnico e responsável. Nós enfrentamos hoje uma verdadeira pandemia de mortes no trânsito. Precisamos agir”, afirmou.

O PL 3507/25 não cria novas taxas, mas define critérios e momentos obrigatórios para vistorias, como em casos de transferência de propriedade, veículos recuperados após furto e suspeita de clonagem, além de prever debates sobre uma periodicidade preventiva.

Para Amorim, cada detalhe que a vistoria técnica corrige pode representar uma vida poupada:

“Os números só crescem, tanto os gastos públicos quanto as vidas perdidas. Se não tratarmos o tema com seriedade, continuaremos pagando um preço alto demais.”

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