Na próxima quinta-feira, 18 de setembro, dois jovens de 18 e 22 anos, moradores de Maracaí (SP), serão julgados em júri popular, acusados pelos crimes de tentativa de homicídio, tráfico de drogas e associação ao tráfico. O processo refere-se a um episódio de violência registrado em abril deste ano, na área central da cidade.
Segundo a acusação, os réus teriam abordado a vítima dentro de um estabelecimento comercial, de onde a retiraram à força. Na sequência, a agrediram com violência, em um ataque descrito pelas autoridades como brutal. A principal hipótese investigada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil é de que o crime tenha sido motivado por uma suposta dívida relacionada ao tráfico de entorpecentes, já que, de acordo com as investigações, todos os envolvidos teriam conexões com o comércio ilegal de drogas em Maracaí.
A defesa, no entanto, contesta firmemente essa versão. Representados pelo escritório Alves e Vanzella Advogados Associados, os réus negam qualquer envolvimento com o tráfico e afirmam que a agressão teve origem em um conflito de outra natureza.
“A briga teve origem em uma discussão sobre uma dívida referente a uma bicicleta emprestada, que acabou quebrada. Dessa forma, as acusações de tráfico e associação ao tráfico caem por terra”, argumentam os advogados Marcos Alves e Laerte Vanzella.
Ainda segundo a defesa, embora haja um vídeo que registra as agressões, o material não comprova tentativa de homicídio, pois não evidenciaria a chamada intenção de matar (dolo homicida).
“Para que uma pessoa seja acusada ou condenada por tentativa de homicídio, precisa existir a intenção de matar. E esse não é o caso”, reforçam.
A estratégia adotada pelos advogados será reconhecer a participação dos réus nas agressões, mas sustentar que o episódio não configura tentativa de assassinato.
“No vídeo não há ninguém separando a briga. Eles pararam espontaneamente, o que demonstra que não havia a intenção de matar a vítima”, explicam os defensores.
O julgamento deve atrair a atenção da comunidade local, não apenas pela gravidade das acusações, mas também pelas divergências entre a versão oficial dos fatos e a narrativa apresentada pela defesa.
( Da Redação Grupo GR )
